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Simplesmente, Mandela

Nelson Rolihlahla Mandela (1918-2013), foi um advogado sul-africano, líder subversivo, militante, ativista e político que atuou contra o sistema de opressão e segregação racial denominado “Apartheid”. 

A atuação política de Mandela se concentrou na África do Sul, contudo suas ideias insurgentes influenciaram movimentos por todo território africano.

Frequentemente também é referenciado como “o Madiba”, nome de seu clã. Após ser caçado, preso e liberto, Mandela se tornou o primeiro presidente negro da nação sul-africana, consagrando-se como um símbolo revolucionário da luta negra mundial pela igualdade, fim do racismo e classismo. 

Em 1993, Mandela ganhou o prêmio de Nobel da paz, sendo uma das figuras mais marcantes da academia.

Vida pessoa e início da atuação política

Em 1944, Mandela se casa com sua primeira esposa, Evelyn, tendo quatro filhos juntos. Dois anos após a aprovação do Apartheid, Mandela se tornou presidente da CNA (Congresso Nacional Africano), na cidade de Transvaal, e de sua liga jovem. O CNA era uma organização que visava representar os anseios e estimular a resistência negra africana. 

Após a acentuação de práticas segregacionistas, como a expulsão e tomada de terra de africanos e imigrantes não-brancos, as reações contra o regime começam a ficar mais diretas e fortes. Mandela chegou a ser preso, sob o pretexto de “caça ao comunismo”, tendo uma pena menor, mas sendo ordenado que cessasse sua participação em atividades políticas. 

Em 1952, juntamente com Oliver Tambo, companheiro da Liga Juvenil da CNA, Mandela fundou um escritório de advocacia para defender os interesses de pessoas não-brancas. Um ano depois participa da fundação do chamado “Congresso do povo”, reunindo todas as vítimas do sistema racista e inicia sua jornada efetiva como orador e incentivando levantes subversivos.

Trajetória política, captura e prisão efetiva

Mandela é perseguido, preso e se separa de sua primeira esposa. Mesmo sendo muito bem conceituado pela sua população, o destino jurídico de Mandela e a sobrevivência da CNA eram incertos, graças ao agravamento das medidas de repressão. 

Em 1957, conheceu a mulher que seria sua segunda esposa, Winnifred Madikisela. Em respostas ao massacre de Shaperville, a CNA cria o “Umkhonto we Sizwe” (MK), braço armado da organização, decretando que a passividade não pode ser mais uma opção. 

Buscando obter maior conhecimento para a construção de uma resistência armada, Mandela viaja para a Europa e pelo continente africano, reunindo diversos saberes de guerrilha e levantes revolucionários. Recebeu o apelido de “Pimpenela Negro”, em alusão ao protagonista do livro “Pimpenela Escarlate”, mestre em fugas e disfarce.

Em agosto de 1962, a polícia capturou Mandela, juntamente com seu colega de ativismo, Cecil Williams. Algumas teorias dizem, que a CIA estaria envolvida na perseguição de Mandela, mas nada foi admitido de fato. Sob acusações de leis anti- comunistas e de conspiração, o Madiba passou por um longo processo de tramitação que atraiu atenção internacional, e envolveu vários membros do CNA. 

A população africana, velava por Nelson e seus companheiros, enquanto temia por seu próprio destino. Mandela, em uma das sessões de julgamento, advogou em sua própria defesa e palestrou sobre sua causa, em um discurso que ficou conhecido como “Estou preparado para morrer” pela defesa de seus ideais. 

A ONU e o Conselho Mundial da Paz (CMP), chegaram a apelar pela libertação de Mandela e seus companheiros, dispondo de grande apoio internacional, porém sem efeito. Finalmente em 1964, Nelson Mandela é preso junto com seus companheiros, mas conseguindo evitar a pena de morte.

Tempo na Prisão e simbolismo político

Ao todo, Mandela acabou passando por três penitenciárias: Ilha Robben (1964-1982), Prisão de Pollsmor (1982-1988), Prisão de Victor Verster (1988-1990); totalizando 26 anos da privação de sua liberdade. Durante o tempo em que permaneceu aprisionado, Mandela chegou a fazer um bacharelado em direito pela Universidade de Londres. 

Era bastante querido e admirado pelos outros detentos (muitos presos políticos), além de incentivar suas expressões e engajamento em causas e aquisições prisionais e sociais. Passou bastante tempo sem ver a família, e o seu filho primogênito (do primeiro casamento), Thembi, morreu enquanto estava na prisão em 1969. Sua esposa Winnie chegou a ser presa várias vezes, sendo obrigada a se esconder. 

Durante o tempo em que permaneceu preso, recebeu visitas de diversas figuras importantes e poderosas, de grandes advogados, jornalistas e ministros. Também chegou a escrever uma autobiografia que foi contrabandeada para a Europa, o que acabou lhe custando parte de suas concessões por bom comportamento.

Liberdade e reconhecimento social

A agitação do final da guerra fria, o aumento dos conflitos diretos de organizações contra o apartheid e a pressão internacional, exigiam a libertação de Mandela, peça fundamental na tensão internacional entre raças. Em 1990, depois de diversas discussões e propostas rechaçadas (as quais exigiam que Mandela dispensasse a violência e aderisse à submissão), o Madiba é liberto. 

Sua soltura foi coberta por grande parte da imprensa internacional, enquanto ele fazia uma pequena jornada com discursos que eram transmitidos para todo o globo e acompanhados ao vivo por milhares de pessoas. Nelson havia recebido diversos prêmios e títulos enquanto ainda estava preso, e agora deveria tomar posse da liderança a qual efetivamente era.

Em suas palestras, ressaltava que seu principal objetivo era garantir a reconquista de direitos básicos, incluindo o do voto (tanto em eleições nacionais, como regionais), para a população negra. 

Em 1994, em um momento que marcou a História Mundial, Nelson é Mandela é eleito o primeiro presidente negro da África do Sul, e também do sistema democrático pós-apartheid.

Nelson Mandela morre em 5 de dezembro de 2013 como um dos maiores líderes negros de todos os tempos e seu funeral contou com a presença de mais de 90 líderes mundiais. 

Obirin
Nasci da ideia de disseminar e aproximar as ações de grupos e pessoas que estão na luta pela igualdade racial.

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