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A realidade da mulher negra no mercado de trabalho durante a pandemia

Março por ser considerado o mês das mulheres, ganha uma maior visibilidade em temáticas relacionadas a esse grupo e suas conquistas, que devem sim ser comemoradas, porém, é sempre bom lembrar que seguimos não tendo os mesmos salários que os homens, mesmo sendo 51% da população brasileira, as mulheres continuam sofrendo com o desemprego, ainda mais se você for mulher preta. A situação só se agravou com a pandemia do covid-19, intensificou a crise econômica que estava em andamento.

As mulheres pretas são as mais afetadas nessa crise, uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que o homem branco tem rendimento médio de R$3.364. 9,5%, à mulher branca tem o rendimento médio de R$2.529, homem negro tem a renda em média de R$1.849 e por último as mulheres negras com uma renda média de R$1.476, De acordo com o relatório do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a taxa de desemprego em junho de 2020 atingiu 9,5% homens brancos, 11,3% as mulheres brancas e 18,2% as mulheres negras. 

Embora com um currículo bom e com o aumento da chegada das mulheres pretas nas Universidades, ainda é custoso localizar mulheres pretas em funções administrativas. Além da barreira devido ao aumento do desemprego, ainda sofrem com o sexismo e racismo, na hora da entrevista de emprego para o preenchimento de uma vaga. Diversas mulheres pretas são obrigadas a preencher vagas de trabalho instáveis, sem carteira assinada, com salários assustadoramente precários e sem benefícios.

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), o Brasil tem o maior número de empregadas domésticas do mundo, sendo em sua grande maioria ocupado por mulheres pretas, nesse período de isolamento houve uma redução de 24,6% das vagas para trabalho doméstico e como se essa cruel existência não bastasse, o cancelamento do auxílio emergencial piora ainda mais o contexto dessas mulheres.

Sobrevivemos em uma realidade carregada de provocações e barreiras enquanto mulher preta, sendo um problema estrutural de raça e gênero, por isso precisamos sempre lutar contra o patriarcado e a desigualdade social para a mudança do cruel cenário em que vivemos.

Obirin
Nasci da ideia de disseminar e aproximar as ações de grupos e pessoas que estão na luta pela igualdade racial.

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